segunda-feira, 30 de agosto de 2010

O poço das violetas

Pela abundância de cerejeiras na primavera e por ter sido cenário de batalhas sangrentas ao longo da história. Ao pé da montanha, fica o penhasco Shimizu, apelidado de poço das violetas, por estar cheio de flores.

Há muitos e muitos anos, Hime, uma bela princesa de 16 anos, filha de Asano Zembei, o senhor feudal da região, chegou ao vale, acompanhada de suas damas para colher flores campestres.

Quando Hime esticou sua mão para colher as violetas roxas, uma grande serpente da montanha surgiu entre as plantas, fazendo-a gritar e desmaiar de susto.

Matsu, uma das acompanhantes, ouviu o grito da princesa e, ao vê-la desmaiada, constatou que uma serpente verde estava enrolada ao lado de sua cabeça. Instintivamente, atirou seu cesto de flores na serpente, que fugiu, deslizando pela relva.

As meninas esfregaram as mãos da princesinha e tentaram recuperar seus sentidos. Porém, ela foi ficando mais pálida.

Nesse momento, ouviram uma voz:

– Não se desesperem. Posso ajudar a princesinha, se me permitirem.

Quando elas levantaram as cabeças, viram um belo jovem vestido como onmyoji (mestre do Ying e Yang em chinês).

– Parece um tennin (anjo celeste) – comentou baixinho uma das meninas.

O jovem tomou o pulso da princesa. No pé esquerdo, encontrou marcas das presas da serpente. Tirou do bolso um frasco com um remédio que, com a ajuda de Matsu, fez a Princesinha beber.

Algum tempo depois, Hime despertou e, aos poucos, foi ficando boa.

– Graças ao seu medicamento, estou salva. Posso saber o seu nome?

O curandeiro não respondeu, mas deu um sorriso de satisfação e afastou-se até desaparecer nas névoas da primavera.

No palácio e sabendo do ocorrido, os pais de Hime ficaram satisfeitos pela recuperação da filha. Nos quatro dias que se seguiram, Hime recuperou a saúde. Mas, no quinto dia, ficou acamada. Não conseguia dormir, não tinha vontade de falar e foi enfraquecendo dia a dia.

Asano Zembei e sua esposa fizeram de tudo para salvar a filha. Naquele clima de lamúrias Matsu pediu audiência com o senhor feudal. Diante das circunstâncias, ele consentiu em ouvi-la.

Matsu contou ao senhor feudal que a doença de Hime não se curava com remédios. Disse que ela estava completamente apaixonada pelo seu jovem benfeitor.

– E quem é esse moço? Qual é o nome dele? – perguntou Asano.

– É um curandeiro jovem, educado, mas não disse seu nome. Deve ter nascido nas classes sociais mais baixas. A classe dos párias, dos etas. Seu nome deve ser Yoshisawa, estava escrito no frasco de remédio que ele deu à Princesinha.

A mãe de Hime sugeriu ao marido dizer à filha que entrevistariam o moço como pretendente à sua mão em casamento.

– Sabemos que esse casamento é impossível. Porém, devemos guardar segredo e ganhar tempo para que ela se recupere. Isso vai devolver as energias a nossa filha!

Hime soube por sua mãe que seu pai entrevistaria seu amado como seu pretendente e sua vida voltou ao normal. Então, ela foi à sala de audiências do palácio.

– Minha querida – disse Asano – é impossível sua união com seu amado. Embora ele seja um moço de excelente qualidade, tem origem eta. A partir de hoje, o nome dele não deve ser mencionado.

Na manhã seguinte, Hime havia desaparecido. Três dias depois, encontraram seu corpo coberto pelas violetas do vale. Inconsolável, Yoshisawa, atirou-se do penhasco Shimizu.



Autor: Claudio Seto

Um lírio de 33 flores


Texto e desenhos: Claudio Seto


Certo dia, perto de Aomori, um jovem lavrador vinha voltando da cidade e viu duas meninas sentadas sobre uma rocha à beira de um riacho. Percebendo que elas estavam tristes, o moço perguntou se havia acontecido alguma coisa desagradável.

Elas responderam simultaneamente:

– Há muitos anos, moramos na casa do milionário Magozaemon, mas agora estamos de mudança para a casa do lavrador Jinbei, porque Magozaemon ficou pobre e perdeu a sua casa.

O moço, que já havia ouvido várias histórias sobre Zashiki Warashi (crianças que aparecem nos quartos à noite), lembrou que essas criaturas estranhas trazem prosperidades enquanto estão morando em determinada casa. Porém, quando elas resolvem abandoná-la, começa a decadência, podendo levar o recinto a falir, trazendo a pobreza.

Diante disso, o jovem lavrador ficou muito preocupado.

– Será que são Zashiki Warashi?

Realmente, algumas semanas depois, correram notícias de que os negócios do milionário Magozaemon iam de mal a pior e, tempos depois, a empresa do milionário acabou por falir.

Na aldeia vizinha, havia um lavrador de nome Jinbei, que havia sido pobre durante toda a vida, porém a situação começou a melhorar aos poucos.

Certa noite, Jinbei teve um sonho quase real, no qual duas meninas diziam para ele procurar um lírio com 33 flores e cavar até suas raízes, onde poderia encontrar uma coisa boa.

Na manhã seguinte, Jinbei encontrou o jovem lavrador e contou seu estranho sonho.

– Elas são Zashiki Warashi e estão morando em sua casa – disse o amigo, contando tudo o que ele havia ouvido tempos atrás, das meninas na rocha à beira do riacho.

Jinbei, entusiasmado, saiu à procura das flores de lírio. Como não era época de florada, andou por campos e montanhas, mas nada encontrou. Persistente, continuou mais meio ano procurando, até que começou a duvidar da existência de um pé de lírio com tantas flores.

Um dia, quando voltava cansado de andar pelas florestas e jardins em busca daquelas flores, sentou-se numa rocha na beira do riacho e começou a resfriar os pé cansados nas águas. Qual não foi sua surpresa ao avistar, na outra margem, um pé de lírio carregado de flores. Atravessou o riacho e contou quantas flores havia naquela planta. Exatas 33 flores foram contadas. Imediatamente, Jinbei cavou até a sua raiz e encontrou sete potes cheios de moedas de ouro!

Assim, Jinbei virou um milionário do dia para a noite. Parou de cuidar da roça e viveu fazendo farra com bebidas e mulheres. Um dia, porém, alguém viu duas crianças saírem de sua casa. Em pouco tempo, o dinheiro foi acabando e ele tornou-se mais pobre do que era.

Zashiki Warashi é assim. Aparece e desaparece sem motivo específico. Embora os casos aqui narrados sejam bastante antigos, hoje, existem lendas urbanas recentes no Japão que falam da presença desses seres em várias cidades.





A história de um velho lenhador

Era uma vez, aconteceu um fato insólito em Miho (hoje província de Gifu). Havia um velho lenhador que morava junto com sua velha companheira, numa pequena casinha ao pé da montanha. Apesar de pobres, viviam agradecendo aos deuses da Natureza por ter lhes dado muita saúde e longa vida. Seu único lamento era o de não ter tido filhos na juventude. Agora, com a idade avançada, sentiam uma inexplicável solidão. Como se faltasse algo para preencher os últimos anos de suas vidas. Para consolar o irremediável, o casal mergulhava nas lembranças românticas e trazia à tona saudosos momentos dos tempos dourados da mocidade.

Certa ocasião, o velho lenhador saiu para catar galhos de árvores no mato e, levado por nostálgicas lembranças, resolveu percorrer as antigas trilhas do seu passado como jovem lenhador. À medida que caminhava, foi notando que a paisagem estava se tornando diferente do que conhecia, até que, em dado momento, já não sabia onde estava.

Cansado de andar, parou junto a uma fonte de águas cristalinas e resolveu matar a sua sede. Com as mãos em formato de concha, bebeu lentamente aquela água gostosa, que desceu banhando sua seca garganta. De repente, sentiu que sua canseira havia desaparecido e que seu corpo experimentava uma sensação de vigor há décadas perdida.

O lenhador olhou para sua imagem refletida na água e levou um susto. Sua farta barba branca havia desaparecido juntamente com as rugas. No lugar da pele flácida e enrugada, vibravam músculos cheios de energia. Um milagre! O velhinho havia recuperado toda a sua mocidade! Estava novamente com aspecto de quem tem 18 a 20 anos!

Feliz da vida, com um sorriso que só os descobridores da fonte da juventude possuem, o lenhador voltou para casa cantarolando.

Lá chegando, quase matou a velhinha de susto. Ela não acreditava no que via. Aquele moço lindo, por quem se apaixonara há cerca de 50 anos, estava sorridente em carne e osso a sua frente.

O “ex-velhinho” tratou de tranqüilizá-la contando toda sua milagrosa história. A velha botava as mãos na cabeça e dizia, eufórica: “Onde fica essa fonte? Dessa água eu beberei aos montes!”. O lenhador explicou o caminho detalhadamente e foi dormir. Queria descansar, pois a carga emocional havia sido demais para um dia só.

Antes mesmo de o sol raiar, a velhinha saiu em busca da juventude perdida. Ela chorava e ria ao mesmo tempo. Não conseguira dormir, pois estava ansiosa em saber que também se tornaria bela e formosa.

Ao despertar com o canto dos pássaros, o lenhador percebeu que sua mulher tinha saído em busca do rejuvenescimento nas límpidas águas da milagrosa fonte e ficou em casa preparando um gostoso almoço para comemorar uma nova lua-de-mel. Porém, o tempo foi passado, passando, passando, a comida esfriando, esfriando, esfriando, e nada de a velhinha voltar. Não agüentando mais a pressão da ansiedade, o velhinho remoçado correu para a floresta.

Gritou chamando a velhinha, porém somente o eco respondeu o seu apelo.

Horas depois, cansado de tanto procurar pela companheira, ele fez uma pausa. Desiludido na procura, o lenhador aproximou-se da fonte para descansar. Nisso, ouviu, em um arbusto, o choro de um bebê. No primeiro momento, pensou que se tratava de sua imaginação, mas, como o choro persistia, resolveu verificar.

Entre as folhagens que margeavam a fonte, havia uma criança abandonada. “Uma menina com poucos meses de vida. Quem teria feito uma coisa desalmada dessas?” Pensando isso, o lenhador pegou o bebê.

A menina era tão novinha, que ainda não sabia falar, mas havia um magnetismo em seus olhos que revelava uma experiência de longa data. Tomado de profunda emoção, o moço entendeu tudo:

– Essa não! É você, minha velhinha! Foste muito afoita à fonte e bebeste água demais. A sede da eterna juventude fez você beber com exagero, agora és uma recém-nascida!

O lenhador deu um suspiro e caminhou de volta para casa. O amor romântico que o casal tanto sonhara não seria mais possível. Com a menina nos braços enquanto caminhava, o rejuvenescido lenhador começou sentir um amor paterno. Compreendeu que era hora de cuidar e proteger, como pai, aquela que, por tanto tempo, foi sua companheira. Um presente da natureza: uma filha que nunca tivera a oportunidade de ter.


(Autor : Claudio Seto)

SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA... É CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ!

"Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas.

De repente o filho cai, se machuca e grita:
- Aaai! Para sua surpresa escuta voz de repetir, em algum lugar da montanha:
- Aaai!
Curioso, pergunta:
- Quem é você?
Recebe como resposta:
- Quem é você?
Contrariado, grita:
- Seu covarde!
Escuta também:
- Seu covarde!
Olha para o pai e pergunta aflito:
- O que é isso?

O pai sorri e fala:
- Meu filho, preste atenção!
Então, o pai grita em direção a montanha:
- Eu admiro você!
A voz responde:
- Eu admiro você!
De novo o homem grita:
- Você é um campeão!
A voz novamente:
- Você é um campeão!

O menino fica espantado, não entende.
Então, o pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, na verdade isso é a VIDA.
- Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz.
- Nossa vida é simplesmente o reflexo das nossas ações.
- Se você quer mais amor no mundo, crie mais amor no seu coração.
- Se você quer mais responsabilidade da sua equipe, desenvolva a sua responsabilidade.
- O mundo é somente a prova da nossa capacidade.

Tanto no plano pessoal, quanto no profissional,
a vida vai lhe dar de volta o que você deu a ela!!! "

SUA VIDA NÃO É UMA COINCIDÊNCIA...
É CONSEQÜÊNCIA DE VOCÊ!

(Desconheço a autoria)

terça-feira, 27 de outubro de 2009



A FORMIGA E A FOLHA

Cai a chuva na parreira,
Linda folha se desprende
E deslizando sobre a corredeira
Cruza a fazenda inteira
E no rio se surpreende.

Vê sobre si uma formiga
Que procura pela terra,
Linda folha, boa amiga,
Que bondosamente abriga
A formiga enquanto espera.

E a chuva passa,
Então o vento se torna brando,
A formiga reconhece a graça
De ver ao longe a mata
Enquanto a folha continua deslizando.

A formiga pergunta à folha:
— Para onde estamos indo?
— Não sei, não foi minha escolha,
Mas espero que alguém nos recolha
Antes que o trajeto seja findo.

E a formiga quer saber:
— Mas aonde termina esta estrada
Que não pára de se mexer?
Já estou ficando assustada,
Também estou toda molhada,
Pare que eu quero descer.

E a folha, com tranqüilidade,
Pede para a formiga se acalmar,
Dizendo: — Eu também estou em dificuldade,
Pois esta estrada, na verdade,
Está nos levando para o mar.

— Ó meu Deus. A formiga grita.
— Precisamos de um urgente plano,
Pois se a água do rio nos agita,
Imagine então como é que fica
Uma folha perdida no oceano!

De repente a folha tem uma idéia:
— Que tal você parar de se queixar?
— Já que tem pernas feito centopéia
Nos tire desta odisséia,
Para isso basta apenas remar.

E a formiga escolhe um lado
E começa a agitar as pernas
E a folha agora é barco remado
Que aos poucos se vê ancorado
Na margem que esperava por ela.

A formiga arrasta a folha para fora do rio,
Mas percebe que ela se encolhe inteira,
Então vê que a folha sem egoísmo a conduziu,
Mesmo sabendo que teria um destino sombrio,
Pois não haverá vida para ela sem a parreira.

Eduardo de Paula Barreto








Mata encantada (Homenagem às crianças)




MATA ENCANTADA

Numa mata encantada
Conviviam em harmonia
Os duendes e as fadas
E toda história contada
Deixava de ser fantasia.

E nesse lindo lugar
Qualquer criança podia ir
Contanto que ela pudesse acreditar
E cedinho ir deitar
Para também cedo dormir.

E no meio de um sono profundo
Um tapete vinha para lhe buscar
E num minúsculo segundo
Ela estava em outro mundo
Para maravilhas testemunhar.

Logo na chegada era recebida
Por animais falantes
E então a ela era oferecida
As mais deliciosas comidas
E rios de refrigerante.

Aí então podia voar
Como se fosse um periquito,
Comer chocolate até enjoar,
Brincar até se cansar,
Mas dormir era proibido.

E a criança que na mata dormia
Tinha uma surpresa ao acordar,
Era só abrir os olhos e percebia
Que toda aquela magia acontecia
Sempre que ela dormindo começava a sonhar.

Eduardo de Paula Barreto



sábado, 24 de outubro de 2009

Espinhos


Espinhos

Vemos o mundo sempre de maneira plana e Deus vê o mundo por um todo. Para o que não entendemos, procuramos explicação para que haja em nós satisfação. E nesse olhar torto que temos da vida, nos enganamos quando nos colocamos de lado, separamos as pessoas como abençoadas ou não, merecedoras ou não de felicidade.
Uma parte mínima das pessoas não aceita esse destino todo feito e tenta mudar a situação. Porém uma grande parte baixa a cabeça, numa atitude de resignação.
Deus não coloca as pessoas nas mesmas categorias que nós. Pessoas abençoadas para Ele não são as que nunca ficam doentes, nunca enfrentam provações, nunca se sentem rejeitadas ou culpadas e parecem ter uma vida tão perfeita que causam inveja. Jó perdeu tudo e foi abençoado!!!
O apóstolo Paulo foi um homem abençoado. Deixou palavras, combateu o bom combate e até os dias de hoje nós somos beneficiados com seus ensinamentos. Portanto, ele fala de um espinho, de algo que o incomodava e do qual queria se livrar. Quando ele se foi, carregou com ele esse espinho. O importante, como nos ensina, é que apesar de tudo guardou a fé.
Nós temos também nossos espinhos, cada um com o seu ou seus, que servem apenas para nos lembrar do quanto somos humanos. Podemos ter muito mais certeza do amor das pessoas que nos amam apesar das nossas imperfeições que do amor daquelas que nos amam pelas nossas qualidades. As primeiras vêem as qualidades e aceitam as diferenças, as outras correm o risco de se decepcionar dia ou outro.
Mas Deus, esse mesmo Deus que amou Paulo, nos ama incondicionalmente e nos abençoa. Ele nos ama se estamos doentes, se estamos carentes, nos sentimos sós e até se o desespero quer ficar maior que nossas forças. Ele nos ama independente da nossa estatura, condição física ou personalidade.
Não podemos ver nossos espinhos como maldições, mas como algo que não impede nossa beleza, não impede que sejamos inteiros, sorridentes e felizes e alguma coisa boa e positiva na vida de alguém.
Ame-se o bastante para acreditar que você pode ser amado apesar de ser quem é, de ter o que tem. Os espinhos não deformam as rosas, eles as tornam ainda mais belas, misteriosas e fascinantes.
Cuide-se e nunca desista da felicidade, não veja o mal como uma fatalidade, combata-o com amor e se ele ainda ficar, ame-se ainda e assim mesmo, porque Deus te ama assim, com seus defeitos, suas doenças, seu sentimento de abandono.
Saber que somos amados renova nossas forças, levanta nosso ânimo, nos abre portas e caminhos.
Somos todos bênçãos quando damos a mão, compartilhamos do pouco que temos e do muito que desejamos e nos vemos de igual para igual. Somos todos abençoados, mesmo se nosso caminho é feito de pequenas pedras que machucam nossos pés. O importante mesmo é que elas não nos impeçam de caminhar.


Letícia Thompson

Reflexão Espinhos



Espinhos


Era véspera do Dia de Ação de Graças.

Mas Sandra sentia-se muito infeliz quando entrou na floricultura.

Seu filho estaria nascendo se não o tivesse perdido em um acidente de automóvel...
Lamentava muito sua perda. Não bastasse isso, ainda havia a possibilidade de seu marido ser transferido.
E, para completar, sua irmã cancelara a visita que lhe faria no feriado.

Ação de Graças? Agradecer o que? - perguntou-se.

Uma amiga ainda tivera a coragem de dizer que o sofrimento era uma dádiva de Deus, que fazia amadurecer e fortalecer...

Seus pensamentos foram interrompidos pela balconista, dizendo:

- Quer um arranjo tradicional ou gostaria de inovar com o que eu chamo de Especial? Está procurando algo que realmente demonstre gratidão no Dia de Ação de Graças?

Sandra explicou que nada tinha para agradecer e a outra replicou, enfática:

- Pois tenho o arranjo perfeito para você.

Neste momento entrou uma cliente que viera pegar sua encomenda: um arranjo de folhagens e longos e espinhosos caules de rosa. Tudo muito bem arranjado, mas não havia nenhuma flor.

Sandra ficou pensando por que alguém pagaria por talos de rosa, sem flor.

- Este é o "Especial". Chamo-o de Buquê de Espinhos de Ação de Graças - explicou a balconista.

- Mas o que a levou a criar o buquê de espinhos? - perguntou Sandra.

- Aprendi a ser grata pelos espinhos... Sempre agradeci à Deus pelas boas coisas em minha vida e nunca Lhe perguntei por que essas boas coisas aconteciam.

Mas quando vieram coisas ruins, eu chorei e gritei: "POR QUE? POR QUE EU ?!".

Demorei para aprender que tempos difíceis são importantes para a nossa fé e nosso fortalecimento. Diante das dificuldades nos aproximamos de Deus e valorizamos a vida e seus bons momentos.

Sandra lembrou do que sua amiga tinha lhe dito, e ponderou:

- Perdi meu bebê e eu estou zangada com Deus...

Neste momento entrou um homem na loja, que também viera buscar um arranjo de talos espinhosos.

- Isto é para sua esposa? - perguntou Sandra, incrédula. Mas por que ela quer um buquê que se pareça com isso?

- Eu e minha esposa quase nos divorciamos, mas com a graça de Deus, nós enfrentamos problema após problema e salvamos nosso casamento. O arranjo Especial nos lembra os tempos "espinhosos". Etiquetamos cada talo com um dos problemas enfrentados e damos graças pelo que ele nos ensinou. Eu lhe recomendo o arranjo Especial!

- Não sei se posso ser grata pelos espinhos em minha vida. É tudo tão recente...

A balconista respondeu, carinhosamente:

- A minha experiência me mostrou que os espinhos tornam as rosas mais preciosas. Apreciamos mais o cuidado providencial de Deus durante os problemas do que em qualquer outro tempo.

Lágrimas rolaram pela face de Sandra.

- Levarei uma dúzia destes caules longos e cheios de espinhos, por favor. Quanto lhe devo?

- Nada. Nada além da promessa de que permitirá que Deus cure seu coração. O primeiro arranjo é sempre por minha conta.

A balconista sorriu e passou um cartão a Sandra.

- Colocarei este cartão em seu arranjo, mas talvez você queira lê-lo primeiro.

E Sandra leu:

"Meu Deus, eu nunca agradeci por meus espinhos. Eu agradeci mil vezes por minhas rosas, mas nunca por meus espinhos. Ensine-me o valor de meus espinhos. Mostre-me que, através de minhas lágrimas, as cores do Seu arco-íris são muito mais brilhantes."

Autor Desconhecido

EU TE AMO... NÃO DIZ TUDO!

Você sabe que é amado(a) porque lhe disseram isso?

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida,

Que zela pela sua felicidade,
Que se preocupa quando as coisas não estão dando certo,

Que se coloca a postos para ouvir suas dúvidas,
E que dá uma sacudida em você quando for preciso.

Ser amado é ver que ele(a) lembra de coisas que você contou dois anos atrás,

É ver como ele(a) fica triste quando você está triste,
E como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d'água.

Sente-se amado aquele que não vê transformada a mágoa em munição na hora da discussão.

Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro.
Aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.

Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é,
Sem inventar um personagem para a relação,
Pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.

Sente-se amado quem não ofega, mas suspira;
Quem não levanta a voz, mas fala;
Quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo não diz tudo!

Arnaldo Jabor

OS 3 ÚLTIMOS DESEJOS DE ALEXANDRE O GRANDE



Quando á beira da morte, Alexandre convocou os seus generais e relatou seus 3 últimos desejos:

1 – que seu caixão fosse transportado pelas mãos dos médicos da época;

2 – que fosse espalhado no caminho até seu túmulo os seus tesouros conquistados (prata, ouro, pedras preciosas…);

3 – que suas duas mãos fossem deixadas balançando no ar, fora do caixão, à vista de todos.

Um dos seus generais, admirado com esses desejos insólitos, perguntou a Alexandre quais as razões e Alexandre explicou:

1 – Quero que os mais iminentes médicos carreguem meu caixão para mostrar que eles NÃO têm poder de cura perante a morte;

2 – Quero que o chão seja coberto pelos meus tesouros para que as pessoas possam ver que os bens materiais aqui conquistados, aqui permanecem;

3 – Quero que minhas mãos balancem ao vento para que as pessoas possam ver que de mãos vazias viemos e de mãos vazias partimos.


Pense nisso...


(DESCONHEÇO O AUTOR)


A História do Lápis
O menino olhava a avó escrevendo uma carta.
A certa altura, perguntou:
- Você está escrevendo uma história que aconteceu conosco?
E por acaso, é uma história sobre mim?
A avó parou a carta, sorriu, e comentou com o neto:
- Estou escrevendo sobre você, é verdade.
Entretanto, mais importante do que as palavras,
é o lápis que estou usando.
Gostaria que você fosse como ele, quando crescesse.
O menino olhou para o lápis, intrigado, e não viu nada de especial.
- Mas ele é igual a todos os lápis que vi em minha vida!
- Tudo depende do modo como você olha as coisas.
Há cinco qualidades nele que, se você conseguir mantê-las,
será sempre uma pessoa em paz com o mundo.

"Primeira qualidade:
Você pode fazer grandes coisas,
mas não deve esquecer nunca que existe uma Mão que guia seus passos.
Esta mão nós chamamos de Deus,
e Ele deve sempre conduzi-lo em direção à Sua vontade".

"Segunda qualidade:
De vez em quando eu preciso parar o que estou escrevendo,
e usar o apontador.
Isso faz com que o lápis sofra um pouco, mas no final,
ele está mais afiado.
Portanto, saiba suportar algumas dores,
porque elas o farão ser uma pessoa melhor."

"Terceira qualidade:
O lápis sempre permite que usemos uma borracha
para apagar aquilo que estava errado.
Entenda que corrigir uma coisa que fizemos
não é necessariamente algo mau, mas algo importante
para nos manter no caminho da justiça".

"Quarta qualidade:
O que realmente importa no lápis não é a madeira
ou sua forma exterior, mas o grafite que está dentro.
Portanto, sempre cuide daquilo que acontece dentro de você."

"Finalmente, a quinta qualidade do lápis:
ele sempre deixa uma marca.
Da mesma maneira, saiba que tudo que você fizer na vida,
irá deixar traços, e procure ser consciente de cada ação".

Autor Paulo Coelho

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Amar é ser feliz (Hermann Hesse)


Quanto mais envelhecia, quanto mais insípidas me pareciam as pequenas satisfações que a vida me dava, tanto mais claramente compreendia onde eu deveria procurar a fonte das alegrias da vida. Aprendi que ser amado não é nada, enquanto amar é tudo (...).

O dinheiro não era nada, o poder não era nada. Vi tanta gente que tinha dinheiro e poder, e mesmo assim era infeliz.

A beleza não era nada. Vi homens e mulheres belos, infelizes, apesar de sua beleza.

Também a saúde não contava tanto assim. Cada um tem a saúde que sente.

Havia doentes cheios de vontade de viver e havia sadios que definhavam angustiados pelo medo de sofrer.

A felicidade é amor, só isto.

Feliz é quem sabe amar. Feliz é quem pode amar muito.

Mas amar e desejar não é a mesma coisa.

O amor é o desejo que atingiu a sabedoria.

O amor não quer possuir.

O amor quer somente amar.

SÓ SE SABE AQUILO QUE JÁ SENTIU

Você já reparou o quanto as pessoas falam dos outros?
Falam de tudo. Da moral, do comportamento, dos sentimentos, das reações, dos medos, das imperfeições, dos erros, das criancices, ranzinzices, chatices, mesmices, grandezas, feitos, espantos. Sobretudo falam do comportamento. E falam porque supõem saber. Mas não sabem. Porque jamais foram capazes de sentir como o outro sente. Se sentissem não falariam.
Só pode falar da dor de perder um filho, um pai que já perdeu, ou a mãe já ferida por tal amputação de vida. Dou esse exemplo extremo porque ele ilustra melhor.
As pessoas falam da reação das outras e do comportamento delas quase sempre sem jamais terem sentido o que elas sentiram.
Mas sentir o que o outro sente não significa sentir por ele. Isso é masoquismo.
Significa perceber o que ele sente e ser suficientemente forte para ajudá-lo exatamente pela capacidade de não se contaminar com o que o machucou.
Se nos deixarmos contaminar (fecundar?) pelo sentimento que o outro está sentindo, como teremos forças para ajudá-lo?
Só quem já foi capaz de sentir os muitos sentimentos do mundo é capaz de saber algo sobre as outras pessoas e aceitá-las, com tolerância.
Sentir os muitos sentimentos do mundo não é ser uma caixa de sofrimentos. Isso é ser infeliz.
Sentir os muitos sentimentos do mundo é abrir-se a qualquer forma de sentimento.

É analisá-los interiormente, deixar todos os sentimentos de que somos dotados fluir sem barreiras, sem medos, os maus, os bons, os pérfidos, os sórdidos, os baixos, os elevados, os mais puros, os melhores, os santos.
Só quem deixou fluir sem barreiras, medos e defesas todos os próprios sentimentos,pode sabê-los, de senti-los no próximo.

Espere florescer a árvore do próprio sentimento.
Vivendo, aceitando as podas da realidade e se possível fecundando.
A verdade é que só sabemos o que já sentimos.
Podemos intuir, perceber, atinar; podemos até, conhecer. Mas saber jamais.
Só se sabe aquilo qu
e já sentiu.

ARTHUR DA TÁVOLA




Amar é respeitar o espaço de cada um...


Há dentro de todos nós essa necessidade de ter em algum lugar nosso jardim secreto, não onde vamos confinar nossos segredos, mas onde podemos ter um encontro real e exclusivo conosco.
Umas pessoas sentem mais essa necessidade que outras, mas estar consigo de vez em quando, interiorizar-se, colocar ordem nos pensamentos ou simplesmente abandonar-se, é vital ao equilíbrio de todos nós.
Em todo relacionamento onde o amor existe, esse espaço deve ser conservado como o limite de cada um. Os relacionamentos fusionais que ultrapassam essas barreiras acabam por destruir-se, pois amar é também respeitar que a outra pessoa tenha seu recanto, seus pensamentos e, por que não, seus próprios amigos, próprias idéias e sonhos.
As pessoas não precisam estar juntas cem por cento do tempo para provarem que se amam. Elas se amam por que se amam e pronto. Dar ao outro um pouco de espaço, um pouco de ar para respirar, é dar-lhe também a oportunidade de sentir falta de estar junto. E isso vale tanto para os amores como para as amizades.
As cobranças intermináveis, resultados de carências afetivas, acabam por sufocar a outra parte e cria na que pede, espera, implora, ansiedades que a tornarão infeliz, pois ela verá como desamor qualquer gesto que não corresponda ao que espera.
Amar é deixar o outro livre para ficar ou para se retirar. É respeitar seu silêncio e seu desejo de solidão. E é deixá-lo livre para ir e voltar quando o coração pedir, que isso seja numa cidade ou dentro de uma casa.
Nada impede que um grande e lindo jardim seja construído juntos e que de mãos dadas se passeie por ele, com o peito cheio de felicidade e a cabeça cheia de sonhos... mas ainda assim, o jardim secreto de cada um deve ser mantido como lugar único e que vai, no fim das contas, enriquecer as relações.


Leticia Thompson

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz 2009


CHEGAMOS A ESTAÇÃO 2009!
SE NÃO PUDER SER O MAQUINISTA,
SEJA ENTÃO O SEU MAIS DIVERTIDO PASSAGEIRO
SENTE NUM LUGAR PRÓXIMO À JANELA,
DESFRUTE CADA BELEZA QUE O TEMPO LHE
OFERECER, COM O PRAZER DE QUEM ESTÁ
REALIZANDO A PRIMEIRA VIAGEM


NÃO SE ASSUSTE COM OS ABISMOS, NEM COM AS
CURVAS QUE NÃO LHE DEIXAREM VER OS CAMINHOS
QUE ESTÃO POR VIR.
PROCURE CURTIR A VIAGEM DA VIDA,
OBSERVANDO CASA ARBUSTO, CADA RIACHO,
BEIRAIS DE ESTRADAS, E TONS MUTANTES DE
PAISAGEM
DESDOBRE O MAPA E PLANEJE ROTEIROS

PRESTE ATENÇÃO EM CADA NOVA PARADA,
E FIQUE ATENTO AO APITO EM CADA PARTIDA.
E QUANDO CHEGAR A UMA NOVA ESTAÇÃO E
DECIDIR DESCER, ONDE A ESPERANÇA LHE
ACENOU NÃO HESITE.
DESEMBARQUE NELA TODOS OS SEUS SONHOS

(Desconheço o autor)

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Simplesmente AMOR...


Interessante como a gente se apega,
Apenas por palavras expressadas.
Por pessoas que através de uma tela.
Nos deixam até mais animadas.

Outros chegam até a se apaixonar!
E vivem aquele amor intensamente.
Como poder uma coisa dessa explicar,
Ou como acontece exatamente?

Não sei se é consciente ou inconciente.
O que sei é que acontece com muita gente,

Enquanto por mim me vejo contente,
Com esse carinho que diáriamente,
Recebo e transmito como coisa natural.


Um amor que se contenta com beijos não dados.
Mas imaginados e tão desejados.
Dizer que este amor não existe me deixa triste.
Porque quando virtualmente falamos nós viajamos.
Nos encontramos.
Nos abraçamos.
Nossos olhos não se encontram frente-a-frente, mas se buscam pelo espaço.
Nossas vozes nos acalentam. Nossas palavras são ditas com o coração.
São tão bons nossos encontros virtuais que parecem reais.
Quando falo contigo encontro amor, paixão e paz.


(Desconheço o autor)

EXCUSE ME




"Perdoe-me"

Você, uma balsa num mundo perdido de sonhos
Uma mística criadora de esquemas
Emocionalmente no meu interior
Eu, nada mais que um grão de areia
E perdido na praia do seu território
Incapaz de entender

Refrão:
Quando você está perto
A realidade perde o poder
E solitárias, as lágrimas molham minh'alma
Mas o que acontece dentro da sua cabeça?
E aonde quer que eu vá
Aquela fantasia nos traz de volta
Realmente não pode ser tão ruim
Deixá-la fazer as pessoas (felizes uma vez)
Amor, as chances são tão poucas
Perdoe-me pelas coisas estranhas que faço
Estou me afogando num oceano de você

Refrão

O exercício da paciência




Esta é a historia de um menino que tinha um mau caráter. Seu pai lhe deu um saco de pregos e lhe disse que cada vez que perder a paciência, ele deveria pregar um prego atrás da porta.


No primeiro dia, o menino pregou 37 pregos atrás da porta.As semanas que seguiram, a medida que ele aprendia a controlar seu gênio, pregava cada vez menos pregos atrás da porta. Com o tempo descobriu que era mais fácil controlar seu gênio que pregar pregos atrás da porta.

Chegou o dia em que pode controlar seu caráter durante todo o dia.

Depois de informar a seu pai, este lhe sugeriu que retirasse um prego a cada dia que conseguisse controlar seu caráter. Os dias se passaram e o jovem pode finalmente anunciar a seu pai que não havia mais pregos atrás da porta.

Seu pai o pegou pela mão, o levou até a porta e lhe disse: meu filho, vejo que tens trabalhado duro, mas veja todos estes buracos na porta.

Nunca mais será a mesma.

Cada vez que tu perdes a paciência,deixa cicatrizes exatamente como as que vê aqui. Tu podes insultar alguém e retirar o insulto, mas dependendo da maneira como fala poderá ser devastador e a cicatriz ficará para sempre. Uma ofensa verbal pode ser tão daninha como uma ofensa física.

Os amigos são jóias preciosas. Nos fazem rir e nos animam a seguir adiante. Nos escutam com atenção e sempre estão prontos a abrir seu coração.


(Desconheço a autoria)

Minha menina, que hoje é uma mulher


Minha menina, que hoje é uma mulher que escolhe a própria trilha quando quer agora o vento vai levar você pra longe esse mesmo vento que meus dias esfria. Mas eu não posso sequer reclamar porque é uma prece minha o que vejo eu não queria ir-me desse mundo deixando minha menina ao relento. Ser mãe é isso, mais que poesia é ter a glória de dizer um dia: -Vêem esta vida bela e construída? Fui eu que dei, ela é um pouco minha. Mas só um pouco, e isso me entristece mas não me angustia ou aborrece damos ao mundo para que nele cresça o mais profundo desse nosso ser. E com você, minha menina, eu posso dizer sem medo de errar ou perjurar talvez o mundo me foi grato, agora eu sei fez de você um ser resplandecente. Ninguém tem o seu sorriso, a sua aura ninguém me olha assim, como você faz ninguém é tão minha quanto você mais amor que entre nós... nunca haverá.






(Desconheço a autoria)


Minha filha meu tesouro



Minha filha, amiga, companheira, irmã, mestre... meu maior TESOURO ! Não existe na vida, nada que valha mais que um filho. É um Tesouro único e inexplicável. Filha, você que tanto me traz alegrias e que me faz sorrir nos momentos em que estou triste ou quando estou pensativa, agradeço a Deus por você existir em minha vida. Iluminado seja seu nome e o seu caminho para que possas vencer. Que Deus em sua infinita sabedoria, guie você por todos os dias de tua vida. Que tenhas sucesso por toda a estrada que ainda terá a percorrer ! Que Deus te traga grandes e iluminados dias na vida, que possas ser Rainha sem jamais perder a Simplicidade, que possas ter Fé sem perder a Esperança, que possas Sorrir sem perder a Lágrima, que possas ser MULHER, sem perder a Criança, que possas ser sempre Feliz !!! E numa única prece, rogo a Deus : Óh Pai de toda a Divina Sabedoria, abençoai meu Pequenino Ser, que está florescendo para a Vida e a guie pelos caminhos da Luz.

(Desconheço a autoria)

Meu filho minha vida


Meu filho minha vida. Foi por ti,que renasci. Foi por ti,que aprendi. Foi por ti,que me sacrifiquei. Foi por ti,que me redescobri. Foi por si,que amei . Meu filho minha vida. Renasci quando ainda foste uma sementinha crescendo e sendo gerado dentro de mim. Pois ser uma portadora da vida é um Dom Divino de Deus. Meu filho minha vida. Aprendi e aprendo coisas novas a todo instante ao teu lado. Pois aprender é dádivas á vida como a criação do ser humano. Meu filho minha vida. Sacrifiquei e sacrifico me todo instante ao teu lado, pois sem ti não sei mais viver. Meu filho minha vida. Redescobri,que as coisas banais do nosso mundo,passam a ter mais significados sendo compartilhadas consigo.Pois os fins justificam os meios aos leigos cheios de defeitos. Meu filho minha vida. Amarei te por toda minha vida, ja vivida, filho meu que Deus consedeu me.Pois so quem é mãe poderá entender este tão grande sentimento puro que a cada dia é regado ,germinado de dentro de mim.

(Desconheço a autoria)

O preço do amor


Uma tarde, um menino aproximou-se de sua mãe, que preparava o jantar, e entregou-lhe uma folha de papel com algo escrito.

Depois que ela secou as mãos e tirou o avental, ela leu:

* Cortar a grama do jardim: R$ 3,00;
* Por limpar meu quarto esta semana R$ 1,00;
* Por ir ao supermercado em seu lugar R$ 2,00;
* Por cuidar de meu irmãozinho enquanto você ia às compras R$ 2,00;
* Por tirar o lixo toda semana R$ 1,00;
* Por ter um boletim com boas notas R$ 25,00; e
* Por limpar e varrer o quintal R$ 2,00.

* TOTAL DA DÍVIDA R$ 36,00

A mãe olhou o menino, que aguardava cheio de expectativa. Finalmente, ela pegou um lápis e no verso da mesma nota escreveu:

* Por levar-te nove meses em meu ventre e dar-te a vida: NADA
* Por tantas noites sem dormir, curar-te e orar por ti: NADA
* Pelas preocupações e pelos prantos que me causastes: NADA
* Pelo medo e pelas aflições que me esperam por tua causa: NADA
* Por comidas, roupas e brinquedos: NADA
* Por dedicar minha vida a ti, adaptando meu trabalho, minha moradia, meu lazer: NADA
* CUSTO TOTAL DE MEU AMOR: NADA

Quando o menino terminou de ler o que sua mãe havia escrito tinha os olhos cheios de lágrimas.

Olhou nos olhos da mãe e disse:

"Eu te amo, mamãe !!!"

Logo após, pegou um lápis e escreveu com uma letra enorme:

" TOTALMENTE PAGO !"

Para os que ainda tem a felicidade de terem suas mães, reflitam.................ainda é tempo. Para os que já perderam o contato físico, lembrem-se que ainda existem outras mães ( sua esposa por exemplo ) para vocês dedicarem o carinho, a gratidão, o respeito. E não esqueçam que sua postura digna, correta são os melhores presentes que suas mães podem ter, onde quer que estejam. Não sintam remorsos, ao invéns de chorarem lamentando não terem lido este texto antes; enviem pensamentos positivos, busquem lembranças carinhosas..........e rezem para aquela que tanto amor dedicou e com certeza ainda dedica a vocês.


(Desconheço o autor)

O frio que vem de dentro...


Seis homens ficaram bloqueados numa caverna por uma avalanche de neve. Teriam que esperar até o amanhecer para poderem receber socorro.

Cada um deles trazia um pouco de lenha e havia uma pequena fogueira ao redor da qual eles se aqueciam. Se o fogo apagasse - eles o sabiam, todos morreriam de frio antes que o dia clareasse. Chegou a hora de cada um colocar sua lenha na fogueira. Era a única maneira de poderem sobreviver.

O primeiro homem era um racista. Ele olhou demoradamente para os outros cinco e descobriu que um deles tinha a pele escura. Então ele raciocinou consigo mesmo:

- "Aquele negro! Jamais darei minha lenha para aquecer um negro." E guardou-as protegendo-as dos olhares dos demais.

O segundo homem era um rico avarento. Ele estava ali porque esperava receber os juros de uma dívida. Olhou ao redor e viu um círculo em torno do fogo bruxuleante, um homem da montanha, que trazia sua pobreza no aspecto rude do semblante e nas roupas velhas e remendadas. Ele fez as contas do valor da sua lenha e enquanto mentalmente sonhava com o seu lucro, pensou:

- "Eu, dar a minha lenha para aquecer um preguiçoso?"

O terceiro homem era o negro. Seus olhos faiscavam de ira e ressentimento. Não havia qualquer sinal de perdão ou mesmo aquela superioridade moral que o sofrimento ensinava. Seu pensamento era muito prático:

- "É bem provável que eu precise desta lenha para me defender. Além disso, eu jamais daria minha lenha para salvar aqueles que me oprimem". E guardou suas lenhas com cuidado.

O quarto homem era o pobre da montanha. Ele conhecia mais do que os outros os caminhos, os perigos e os segredos da neve.

Ele pensou:
- "Esta nevasca pode durar vários dias. vou guardar minha lenha."

O quinto homem parecia alheio a tudo. Era um sonhador. Olhando fixamente para as brasas. Nem lhe passou pela cabeça oferecer da lenha que carregava.

Ele estava preocupado demais com suas próprias visões (ou alucinações?) para pensar em ser útil.

O último homem trazia nos vincos da testa e nas palmas calosa das mãos, os sinais de uma vida de trabalho. Seu raciocínio era curto e rápido.

- "Esta lenha é minha. Custou o meu trabalho. Não darei a ninguém nem mesmo o menor dos meus gravetos."

Com estes pensamentos, os seis homens permaneceram imóveis. A última brasa da fogueira se cobriu de cinzas e finalmente apagou.

Ao alvorecer do dia, quando os homens do Socorro chegaram à caverna encontraram seis cadáveres congelados, cada qual segurando um feixe de lenha. Olhando para aquele triste quadro, o chefe da equipe de Socorro disse:

- "O frio que os matou não foi o frio de fora, mas o frio de dentro."